CAPÍTULO 88

A MÍDIA COMO INSTRUMENTO DE EVANGELIZAÇÃO

“Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”
Marcos 16:15

A história desta missão não ficou limitada às paredes de um espaço físico. Conforme os projetos foram crescendo, também cresceu a compreensão de que a mensagem precisava alcançar pessoas que talvez nunca conseguissem estar presencialmente em uma reunião.

Foi nesse cenário que a mídia deixou de ser apenas um recurso e passou a ser entendida como instrumento de missão.

Câmeras, fotografias, vídeos, páginas, sites, playlists e redes sociais começaram a formar uma nova frente de trabalho: levar para o ambiente digital aquilo que estava sendo vivido no ambiente presencial.


A TECNOLOGIA COMO FERRAMENTA, NÃO COMO FINALIDADE

A tecnologia, por si mesma, não é a missão.

Ela é uma ferramenta.

Uma câmera não evangeliza sozinha. Um computador não transforma uma vida sozinho. Uma rede social não produz fé simplesmente porque uma mensagem foi publicada.

O instrumento precisa estar a serviço de um propósito.

E, nesta caminhada, o propósito permaneceu ligado ao cuidado de pessoas, à Palavra de Deus, à oração, ao discipulado e à proclamação do Evangelho.


A MENSAGEM ULTRAPASSANDO O ENDEREÇO FÍSICO

Uma das mudanças mais importantes foi perceber que uma reunião poderia continuar alcançando pessoas depois que terminasse.

Quem não estava presente poderia assistir a um registro.

Quem estava distante poderia conhecer uma mensagem.

Quem encontrou a missão pelas redes poderia começar a acompanhar aquilo que estava sendo realizado.

Assim, o endereço físico deixou de ser a única porta de entrada para a mensagem.


OS REGISTROS QUE NASCERAM DENTRO DA MISSÃO

O capítulo anterior mostrou o valor dos vídeos como memória.

Aqui, porém, existe outra dimensão:

o vídeo também pode ser uma ponte.

O mesmo registro que preserva o passado pode alcançar alguém no presente.

Uma palavra gravada pode chegar a uma pessoa que está em casa.

Uma oração pode alcançar alguém que precisava ouvir uma mensagem de esperança.

Uma atividade pode mostrar a outras pessoas aquilo que estava sendo desenvolvido com crianças, adolescentes, jovens, famílias, mulheres e homens.


JOSÉ INÁCIO E O SERVIÇO POR TRÁS DAS GRAVAÇÕES

Entre os que contribuíram para esse trabalho está José Inácio.

Nos relatos já registrados, ele aparece como responsável por gravar vídeos curtos das reuniões e também por outras tarefas práticas da missão.

Seu trabalho mostra uma verdade importante:

a evangelização digital também depende de pessoas dispostas a servir nos bastidores.

Quem segura a câmera pode não ser quem aparece na mensagem, mas está ajudando a mensagem a chegar mais longe.


UMA MISSÃO QUE APRENDEU A REGISTRAR

Ao longo da caminhada, fotografar e gravar passaram a fazer parte da cultura da obra.

Isso permitiu que acontecimentos, projetos, reuniões e pessoas fossem preservados.

E permitiu também que esses registros fossem compartilhados.

A missão passou a possuir não somente memória, mas também uma presença digital construída através do tempo.


O PROJETO 3EM1 E A NOVA GERAÇÃO NO AMBIENTE DIGITAL

O Projeto 3EM1 C.A.J. — Crianças em Preparação, Adolescentes em Missão e Jovens em Ação representa uma das frentes em que essa presença ganhou significado especial.

As atividades da nova geração passaram a ser registradas, permitindo que aquilo que estava sendo vivido presencialmente também pudesse ser apresentado no ambiente digital.

Isso ajudou a mostrar que cuidar da nova geração fazia parte de uma visão maior de missão.


QUANDO A MÍDIA SE TORNA UMA EXTENSÃO DO CUIDADO

A missão não utilizou a mídia somente para anunciar eventos.

O cuidado também podia continuar através de uma palavra, uma orientação, uma mensagem, uma oração ou um conteúdo que chegasse ao momento certo.

Essa é uma das características mais importantes da mídia quando colocada a serviço do Reino de Deus:

ela pode criar uma ponte entre quem precisa de ajuda e uma mensagem que aponta para Deus.


OS PROJETOS ENCONTRANDO O MUNDO DIGITAL

A caminhada registrada nesta biografia revela diferentes frentes:

Palavra.

Espírito Santo.

Família.

Alma.

Discipulado.

Oração.

Justiça.

Mulheres.

Homens.

Crianças.

Adolescentes.

Jovens.

Quando esses projetos passaram a ser registrados e divulgados, eles ganharam possibilidade de alcançar pessoas além do público presencial.

A mídia passou a funcionar como uma espécie de corredor entre a missão local e o mundo digital.


SITES, PÁGINAS E PLAYLISTS COMO FERRAMENTAS DE ALCANCE

Os sites, blogs, páginas e playlists utilizados ao longo da caminhada passaram a formar uma biblioteca digital da missão.

Eles guardam informações, registros, vídeos e materiais que podem ser encontrados mesmo depois de uma reunião terminar.

Dessa forma, a presença digital não ficou restrita ao instante de uma publicação.

Parte do conteúdo permaneceu disponível para novos acessos.


QUANDO ALGUÉM DO OUTRO LADO DA TELA RECEBE A MENSAGEM

Existe uma pessoa por trás de cada visualização.

Esse detalhe não pode ser esquecido.

Quando um conteúdo é publicado, não estamos falando somente de números.

Existe alguém que pode estar cansado, ferido, procurando uma resposta, precisando de esperança ou simplesmente tentando conhecer mais sobre Deus.

Por isso, a mídia precisa continuar sendo tratada com responsabilidade.


A MÍDIA E O ESPAÇO DA ALMA

A experiência do Espaço da Alma também ajuda a compreender esse princípio.

Uma missão que se preocupa com as feridas invisíveis pode utilizar os meios digitais para fazer uma mensagem chegar a pessoas que talvez tenham dificuldade de procurar ajuda presencialmente.

A tela não substitui o relacionamento humano.

Mas pode ser o primeiro ponto de contato.


A MÍDIA E A LUTA PELA FAMÍLIA

Da mesma forma, os conteúdos relacionados à família e aos casais podem ultrapassar o espaço da reunião.

Uma mensagem sobre casamento, relacionamento, perdão, responsabilidade e reconstrução pode ser assistida por alguém em sua própria casa.

A missão pode, assim, entrar em ambientes onde seus representantes talvez nunca tenham conseguido chegar fisicamente.


A MÍDIA E A PALAVRA DE DEUS

Entre todas as possibilidades digitais, permanece uma prioridade:

a Palavra.

A tecnologia muda.

As plataformas mudam.

Os formatos mudam.

Mas a Palavra de Deus continua sendo a referência.

O conteúdo digital precisa apontar para aquilo que permanece, e não transformar a ferramenta em centro.


A TRINDADE CONTINUA SENDO O CENTRO

Nesta biografia, é indispensável afirmar novamente o fundamento espiritual de toda essa construção.

Deus Pai é o Senhor da obra.

O Senhor Jesus Cristo é o centro do Evangelho.

O Espírito Santo é aquele que conduz, capacita e trabalha nos corações.

A mídia não existe para exaltar homens.

Ela deve servir para glorificar a Deus Pai, anunciar o Senhor Jesus Cristo e testemunhar a ação do Espírito Santo.

A tecnologia é instrumento.
A Trindade é o centro.


PASTOR IVANILDO E PASTORA ROSINETE DIANTE DE UMA NOVA FRENTE

O Pastor Ivanildo Melo Regis e a Pastora Rosinete Lima Regis precisaram acompanhar uma missão que também começou a se desenvolver no ambiente digital.

Isso exigiu visão, adaptação e trabalho.

A liderança não estava apenas organizando reuniões presenciais.

Havia também a necessidade de compreender que aquilo que estava sendo realizado poderia alcançar pessoas através das novas ferramentas.

Assim, a mídia passou a fazer parte da própria expansão da obra.


O TRABALHO INVISÍVEL POR TRÁS DE CADA PUBLICAÇÃO

Quem vê uma publicação pronta normalmente não vê o que aconteceu antes.

Não vê quem gravou.

Não vê quem organizou.

Não vê quem selecionou o material.

Não vê quem cuidou do arquivo.

Não vê quem publicou.

Por isso, a história da mídia também é a história de muitos trabalhadores silenciosos.


EVANGELIZAR TAMBÉM É APRENDER NOVAS LINGUAGENS

Cada geração encontra novas maneiras de receber informação.

A missão precisou aprender a comunicar a mensagem sem abandonar sua essência.

O conteúdo poderia ser curto ou longo.

Poderia estar em uma fotografia, em um vídeo, em uma página ou em uma transmissão.

A linguagem podia mudar.

A mensagem central, não.


A RESPONSABILIDADE DE FALAR PARA O MUNDO

Quanto maior o alcance, maior a responsabilidade.

Uma palavra publicada pode ser compartilhada muitas vezes.

Por isso, a missão precisa preservar verdade, respeito, responsabilidade e fidelidade ao que realmente está ensinando.

Não se trata apenas de aparecer.

Trata-se de representar uma mensagem.


A MÍDIA COMO PONTE PARA O DISCIPULADO

O conteúdo digital pode ser uma porta de entrada, mas a caminhada cristã não termina em uma tela.

A pessoa precisa ser cuidada, ensinada, orientada e discipulada.

Por isso, a presença digital encontra seu verdadeiro sentido quando conduz a uma caminhada mais profunda com Deus e com a comunidade de fé.


O QUE COMEÇOU COMO REGISTRO GANHOU PROPÓSITO

No início, talvez uma gravação parecesse apenas uma maneira de guardar o que acontecia.

Com o tempo, ficou claro que o registro poderia alcançar alguém.

Depois, tornou-se uma forma de preservar memória.

E finalmente, passou a fazer parte de uma frente de evangelização.

Assim, aquilo que parecia apenas tecnologia ganhou propósito ministerial.


UMA MISSÃO LOCAL COM ALCANCE ALÉM DO LOCAL

A missão permaneceu concreta, com pessoas reais, reuniões reais e necessidades reais.

Mas sua mensagem ganhou possibilidades que o espaço físico sozinho não oferecia.

Uma pessoa distante poderia ouvir.

Uma pessoa impossibilitada de comparecer poderia assistir.

Uma pessoa que ainda não conhecia a obra poderia encontrar seus conteúdos.

O campo missionário ganhou uma dimensão digital.


O LEGADO QUE A MÍDIA DEIXOU

Quando esta geração olhar para trás, encontrará não apenas fotografias e vídeos, mas um testemunho de adaptação.

A missão aprendeu a utilizar ferramentas do seu tempo para continuar fazendo aquilo que sempre esteve no coração da obra:

servir, cuidar, ensinar, evangelizar e apontar para Deus.


A MISSÃO CONTINUA

A mídia não encerra esta história.

Ela é apenas uma das frentes que ajudaram a ampliar o alcance da missão.

Enquanto existirem pessoas precisando ouvir, haverá necessidade de comunicar.

Enquanto houver uma geração crescendo, haverá necessidade de ensinar.

Enquanto houver feridas, haverá necessidade de cuidar.

E enquanto houver uma mensagem do Evangelho para anunciar, haverá espaço para utilizar todos os recursos responsáveis que Deus permitir.

“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.”
Atos 1:8

Que a mídia continue sendo instrumento, nunca o centro.

Que cada fotografia, cada vídeo, cada página e cada publicação possa apontar para o Senhor.

E que Deus Pai, o Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo sejam sempre honrados acima de qualquer ferramenta humana.

Ao Pastor Ivanildo Melo Regis, à Pastora Rosinete Lima Regis e a todos os que serviram nos bastidores da comunicação, fica registrado neste capítulo o reconhecimento por compreenderem que preservar a memória e alcançar pessoas também poderia fazer parte da missão.